Conselho Administrativo

O Conselho Administrativo da Embraer é composto por 11 membros. Eu e meu suplente, André Luis, fomos eleitos para representar os trabalhadores no Conselho em fevereiro, com 4.070 votos. Os demais são indicados pelos acionistas da empresa e pelo governo federal.

Por força de lei e regimento interno das empresas, os conselheiros são proibidos de tornar pública qualquer informação obtida nas reuniões do Conselho. Nossa atuação busca estar junto com os sindicatos, em mais um canal de dialogo com a empresa por melhores condições para os trabalhadores das diversas plantas da Embraer.

A vaga dos trabalhadores no Conselho de Administração da Embraer está previsto no edital de privatização da empresa e surgiu por dois importantes motivos:

  1. Estar junto com os sindicatos fiscalizando qualquer tentativa da Embraer em retirar direitos dos trabalhadores;
  2. Fiscalizar ações da diretoria que possam ameaçar o caráter nacional da empresa.

Infelizmente nos últimos anos temos assistindo que a empresa tem justamente atacado estes dois itens.

Cotidianamente tenta-se cortar direitos e reduzir salários através do aumento da exploração. Os reajustes salários sempre estão aquém da realidade da empresa e da categoria. A PLR é motivo de reclamações constantes, seja pelo valor, seja pela politica de divisão. Programas comportamentais e uma politica constante de assedio moral de supervisores e gerentes impedem inclusive os trabalhadores de terem direito a livre organização sindical.

Como segundo problema, vemos com muita gravidade o caminho que a direção da empresa tem tido em relação a desnacionalização da produção. Anúncios recentes de transferências da produção de aeronaves e a descentralização da fabricação de componentes, deixam os trabalhadores e a sociedade mais preocupados com o futuro da empresa no Brasil. A política de desnacionalização é preocupante não só do ponto de vista da geração de empregos no Brasil como também do aspecto da soberania nacional.

Defendemos as demandas dos trabalhadores, como a redução da jornada de trabalho (de 43 horas para 40 horas semanais), valorização da política de cargos e salários, fim do assedio moral e o fim do processo de desnacionalização da Embraer.

Nossa atuação como Conselheiros está focada na defesa de melhores condições de trabalho a todos os trabalhadores da empresa!

Herbert Claros da Silva

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