Sindicato denuncia a prefeito que direitos e empregos estão ameaçados na Embraer

Em reunião com o Sindicato dos Metalúrgicos, o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), se comprometeu a procurar a Embraer para tratar do impasse nas negociações da Campanha Salarial e a garantia de emprego para os trabalhadores da empresa.

Realizada a pedido do Sindicato, a reunião ocorreu na manhã desta sexta-feira (11), no Paço Municipal. Além do prefeito, estavam presentes o secretário de Inovação e Desenvolvimento Econômico, Alberto ‘Mano’ Marques, o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves, e os diretores Herbert Claros e André Gonçalves, que trabalham na Embraer.

Desde o início das negociações que definiram a venda da Embraer para a Boeing, o Sindicato apresentou uma série de ressalvas à transação, principalmente em relação ao risco de demissões no médio e longo prazos.

Foi acertado que Felicio irá buscar intermediar uma conversa entre os representantes dos trabalhadores e da empresa. O Sindicato quer que o prefeito também interceda por reuniões com a direção da Boeing e o governador do Estado de São Paulo, João Dória (PSDB).

Nesta semana, a Embraer anunciou que vai dar férias coletivas, de 6 a 20 de janeiro, para os cerca de 15 mil trabalhadores que atuam nas unidades instaladas no Brasil para realizar a transição do comando da empresa para os norte-americanos da Boeing. A decisão causou apreensão entre os trabalhadores, que temem pelos seus empregos.

Sobre as negociações da Campanha Salarial, além de oferecer aos funcionários apenas a reposição da inflação, a empresa quer impor o fim da estabilidade no emprego para portadores de doenças ocupacionais e da proibição da terceirização em todos os setores da fábrica – conquistas previstas nas convenções coletivas assinadas em anos anteriores pela direção da fábrica e do Sindicato.

Procuramos o prefeito Felicio porque ele foi um forte apoiador da venda da Embraer para a Boeing e, às vésperas desse negócio se consumar, estamos sofrendo uma série de investidas contra os nossos direitos. Até por uma questão de coerência, queremos que o poder público cobre as direções da Embraer e Boeing a manter os direitos e os empregos de todos os trabalhadores.