O que você precisa saber sobre greve

Você com certeza deve se lembrar da forte greve dos caminhoneiros que ocorreu no ano passado e obrigou o governo a conceder as reivindicações dos caminhoneiros. Está greve foi uma importante demostração da força dos trabalhadores, quando estes se unem por seus direitos.

À primeira vista, uma greve aparece como um conflito isolado entre os trabalhadores de uma empresa e seus patrões. O capitalismo é um sistema econômico onde uma ínfima minoria da população detém quase toda a riqueza social. A outra parte, a imensa maioria, não possui nada, a não ser alguns bens pessoais, e por isso é obrigada a vender sua força de trabalho para poder sobreviver. Ao colocarem seu cérebro, nervos e músculos para funcionar, os trabalhadores movem a própria economia do país e produzem a riqueza nacional. Em troca das horas trabalhadas por dia passadas na empresa, recebem um pequeno salário.

A diferença entre o salário pago ao trabalhador e a enorme riqueza produzida pelo seu trabalho constitui o lucro do patrão. Por isso não há e nem pode haver “interesses comuns” entre trabalhadores e empresários. Os trabalhadores querem melhores salários; os patrões querem diminuir esses salários para aumentar os lucros.

A greve é um conflito coletivo de trabalho, consistente na paralisação dos serviços necessários à empresa, seja estatal ou privada. Origina-se da própria natureza das relações de trabalho e seus conflitos de classe.

A greve é um recurso legítimo a que o sindicato pode recorrer, sempre que houver impasse nas negociações coletivas. A “greve é instrumento de pressão, ou mesmo coerção, dirigido pela coletividade dos trabalhadores sobre o patronado” é um exercício de um poder de fato dos trabalhadores com o fim de ao paralisar a produção, demostrar aos patrões que sem eles a empresa não existe.

Sob o ponto de vista do empregador, a greve é um mal que acarreta prejuízos a produção, daí a sua força enquanto instrumento de reivindicação de melhores condições de trabalho. É uma paralisação passageira do trabalhado pelos trabalhadores, com objetivo de adquirir melhores condições de trabalho e salário.

A Constituição Federal prevê em seu art. :”É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”.

São os próprios trabalhadores que devem decidir pelo inicio e condução da greve. Não poderá ser decidida a greve sem que os próprios trabalhadores à aprovem em assembleia.

Antes e durante a greve os trabalhadores tem o direito ao emprego de meios de persuasão, a arrecadação de fundos, bem como, a livre divulgação do movimento. As empresas não podem frustrar a divulgação do movimento, assim como, adotar meios que forcem o empregado a comparecer ao trabalho.

Durante a greve a empresa esta proibida de fazer demissão e também de contratar trabalhadores substitutos. Os salários e demais obrigações trabalhistas relativas ao período grevista serão regulados por acordo entre a empresa e o sindicato.

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