Com capitalização, governo planeja reduzir concessão de benefícios a lesionados

Os trabalhadores lesionados poderão ficar sem o auxílio-doença ou auxílio-acidentário caso o regime de capitalização seja aprovado com a reforma da Previdência.

O texto abre margem para que o governo reduza sua participação no pagamento do benefício às vítimas de acidentes e doenças ocupacionais.

Atualmente, todo contratado pelo regime da CLT conta com o Seguro de Acidente do Trabalho (SAT), uma contribuição obrigatória paga pelas empresas ao governo e destinada ao financiamento dos benefícios acidentários e da aposentadoria especial. O SAT funciona como uma reparação financeira destinada ao trabalhador lesionado.

O regime de capitalização permitirá que o seguro e as aposentadorias possam ser administrados por empresas privadas, como os bancos. Nesse caso, os patrões estariam isentos de arcar com o SAT e caberia ao empregado decidir pagar ou não pelo seguro.

Caso o trabalhador não tenha condições financeiras de arcar com esta conta, ficará sem o auxílio se precisar se afastar do trabalho por motivo de saúde. Nesta situação enquadram-se os trabalhadores que optarem pelo sistema de capitalização da Previdência. Desta forma, o governo quer se eximir do pagamento de benefícios aos lesionados.

“Este é mais um duro ataque da reforma da Previdência. Milhares de trabalhadores dependem dos benefícios acidentários para sobreviver. O governo desconsidera esse cenário e planeja entregar tudo à iniciativa privada. Este é mais um motivo pra engrossarmos a Greve Geral contra a reforma. No dia 14 de junho, vamos parar o Brasil”, afirma a diretora do Sindicato Aline Bernardo dos Santos.

Fonte: SindMetalSJC

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