Trabalhadores da Embraer rejeitam reajuste limitado à inflação

Os trabalhadores do primeiro e segundo turnos e do turno administrativo da Embraer rejeitaram, em assembleias na ultima terça-feira (13), a proposta que limita o reajuste salarial apenas pela inflação (3,64%).

Segunda-feira dia 19 haverá assembleias na ELEB e dia 20 na unidade de Eugênio de Melo. Com a rejeição dos trabalhadores em assembleias o Sindicato vai procurar a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) para retomar as negociações e buscar um reajuste salarial que garanta aumento real para os trabalhadores. A proposta patronal também prevê a renovação da Convenção Coletiva por um ano.

“A Embraer já aplicou o reajuste sobre os salários, mas é possível dar mais. Por isso vamos tentar prosseguir com as negociações”, afirma o diretor do Sindicato André Luís Gonçalves, o Alemão.

Setor aeronáutico

A proposta de reajuste salarial também já foi rejeitada pelos trabalhadores das fábricas do setor aeronáutico. Com isso, as negociações com a Fiesp em nome do setor (exceto Embraer) estão rompidas.

Em assembleias ocorridas em outubro, os metalúrgicos já haviam votado que querem aumento real e renovação da Convenção Coletiva com todos os direitos garantidos – proibição da terceirização, homologação no Sindicato, estabilidade para lesionados, dentre outros. Fazem parte do setor empresas como Latecoere, Aernnova e fábricas do grupo Sonaca (Sobraer, Sopeçaero e Pesola).

“As empresas já estão cientes da pauta de reivindicações. Se não tiver aumento real e garantia das cláusulas sociais, não terá acordo assinado”, afirma o diretor do Sindicato José Dantas Sobrinho.

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