Sindicato garante reintegração de dois trabalhadores na Embraer

Graças a ações judiciais movidas pelos advogados do Sindicato, dois trabalhadores foram reintegrados aos seus postos de trabalho, nessa sexta-feira (24), nas dependências da Embraer unidade Faria Lima.

Os procedimentos foram acompanhados por um oficial de justiça e diretores do Sindicato.

A primeira reintegração beneficiou Cleber Junio da Luz, o Espingarda, que tem travado uma batalha judicial para garantir o seu retorno à empresa, já que é portador de doença ocupacional (B-94). As convenções e acordos coletivos assinados pelo Sindicato garantem estabilidade no emprego aos metalúrgicos nessa situação.

Cleber, que também é ativista sindical, foi demitido pela primeira vez em 2013. No mesmo ano, o Sindicato garantiu a sua reintegração. A Embraer, no entanto, voltou a dispensá-lo irregularmente em junho de 2016 e, nesta sexta-feira, teve garantido o seu retorno ao quadro de funcionários.

“Estamos em Campanha Salarial e é necessário ir à luta para manter os direitos assegurados em nossa convenção coletiva, como a estabilidade para os lesionados”, alertou o diretor do Sindicato André Luiz Gonçalves, o Alemão.

Verzani & Sandrini
A outra reintegração foi do trabalhador Eduardo Lourenço de Paulo, que atua na Verzani & Sandrini, empresa terceirizada que presta serviços de limpeza dentro da Embraer.

Eduardo foi demitido no último dia 23 de julho, mesmo tendo estabilidade garantida em virtude de sua atuação na Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes).

O corte foi fruto de perseguição em virtude da atuação combativa do companheiro junto aos seus colegas de trabalho. Ao retornar à empresa nessa sexta, Eduardo já garantiu a sua inscrição para a eleição de Cipa (vai concorrer à vaga com o número 5).

“É o Departamento Jurídico do Sindicato garantindo os direitos dos trabalhadores contra os abusos das empresas. Vamos continuar de olho para evitar que esses companheiros sofram qualquer tipo de perseguição ou assédio e, dessa forma, possam cumprir as suas funções normalmente”, disse o diretor do Sindicato Márcio de Morais, o Zeca.

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