Metalúrgicos da Embraer aprovam renovação de direitos e reajuste salarial

Mesmo com a reforma trabalhista já em vigor, os trabalhadores da Embraer conquistaram a renovação de todas as cláusulas sociais, além do reajuste salarial de 2%, retroativo a 1º de setembro. Assembleias realizadas na quarta (13) e quinta-feira (14) aprovaram a proposta e encerraram a Campanha Salarial na empresa.

Em alguns turnos, os trabalhadores reprovaram o acordo, no entanto, a maioria dos funcionários aprovou a proposta da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que negocia pelo setor aeronáutico.

Mesmo em um cenário de retirada de direitos trabalhistas, os metalúrgicos da Embraer garantiram a renovação de cláusulas importantes, como a estabilidade no emprego para vítimas de acidente de trabalho.

Desde o início das negociações, a Embraer jogou duro na tentativa de retirar 18 direitos previstos na Convenção Coletiva. Além disso, a empresa também se negava a conceder aumento real, oferecendo somente a reposição da inflação (1,73%).

Contra a proposta rebaixada, os trabalhadores chegaram a declarar estado de greve no início de novembro. O acordo veio somente após duas reuniões de conciliação realizadas no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas.

Desrespeito na PLR

Mais uma vez, a Embraer desrespeitou a vontade dos trabalhadores ao decidir manter em 2018 a atual forma de pagamento da PLR (com base no lucro líquido). Nas assembleias, os metalúrgicos foram unânimes ao rejeitar o modelo atual e exigiram que o benefício seja negociado diretamente com o Sindicato.

“O Sindicato protocolou um documento notificando a Embraer sobre o descontentamento em relação à PLR. Mas o autoritarismo se repetiu e a direção da fábrica manteve o modelo que prejudica os funcionários”, alerta Herbert.

Contra a reforma da Previdência

Frente à ofensiva do governo Temer para aprovar a reforma da Previdência, os metalúrgicos da Embraer também mostraram seu repúdio a mais esse ataque. Em assembleia, os trabalhadores da unidade da Faria Lima rejeitaram de forma unânime o plano que altera as leis da aposentadoria e prejudica a classe trabalhadora.

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