Embraer antecipa fim do layoff

A Embraer decidiu antecipar o fim do acordo de layoff iniciado em janeiro deste ano e que terminaria em dezembro de 2018. Ao longo de dois anos, 1.080 trabalhadores se revezariam fora da fábrica. Com a decisão, a suspensão dos contratos de trabalho chega ao fim já em dezembro deste ano.

Iriam entrar em layoff 600 funcionários da área de aviação comercial e 480 da aviação executiva. Cada grupo (divididos entre 50 e 60 trabalhadores) deveria permanecer em casa por até cinco meses. Entretanto, com o encerramento do programa, apenas 350 trabalhadores tiveram de fato seus contratos suspensos neste período.

Em comunicado ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, enviado na segunda-feira (20), a Embraer afirmou que o acordo seria encerrado “pela necessidade de ter os trabalhadores das respectivas áreas de volta à produção”.

A antecipação é reflexo do momento positivo vivido pela Embraer, que acumula pedidos firmes e opções de 582 aeronaves (balanço do 1º semestre), num total de US$ 18,5 bilhões.

PLR e reajuste salarial reduzidos

Este quadro, entretanto, revela a contradição da Embraer ao pagar sua menor PLR (Participação nos Lucros e Resultados) desde 2009 e reajustar os salários dos trabalhadores em apenas 1,73% (equivalente à inflação do período).

Os metalúrgicos estão em Campanha Salarial e já rejeitaram a proposta de reajuste.

O fim do layoff é uma boa notícia para os trabalhadores, mas mostra também que a Embraer poderia pagar uma PLR superior e atender à reivindicação por aumento real de salário. A empresa vive uma ótima saúde financeira e, mesmo assim, mantém os trabalhadores à margem deste cenário.

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