A verdade sobre a negociação com a Embraer e as demais empresas aeronáuticas

Na negociação coletiva deste ano, a Embraer (por meio da Fiesp) adotou mais uma vez uma postura agressiva, que começou com a tentativa de condicionar o reajuste de 2% ao aumento de 500% no desconto nos salários dos trabalhadores, referente a despesas com transporte. Além disso, a empresa exigiu a permissão para a terceirização de setores de suas fábricas, aproveitando-se do ataque à legislação trabalhista promovido pelo governo Temer.

Os sindicatos dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Botucatu e Araraquara se mantiveram contrários às tentativas de precarização das condições de trabalho, passando então a exigir a definição de um reajuste.

A Embraer e as demais empresas encaminharam uma proposta de reposição da inflação, no percentual de 1,73%. O índice foi apresentado nas assembleias realizadas em cada uma das plantas, com a rejeição pela imensa maioria dos trabalhadores dos vários turnos.

A única explicação para a intransigência é o plano cruel de economia para pagar a multa de 200 milhões de dólares às autoridades brasileiras e norte-americanas pelo envolvimento da empresa em corrupção. Não é coincidência o próprio nome do plano de economia se chamar “Desafio 200”.

A Embraer tem condições de atender às reivindicações dos trabalhadores, já que registrou lucro considerável no último período. Cada trabalhador é consciente pelo que tem contribuído à empresa. Só quem não reconhece isso é a cúpula da Embraer.

Os trabalhadores estão insatisfeitos com a política de Plano de Cargos e Salários, com uma PLR que não reflete o porte da Embraer e com os constantes assédios de supervisores e gerentes.

Caso a Embraer insista na conduta de recusa à negociação e de desrespeito às decisões dos trabalhadores, iremos denunciar a prática ao Tribunal Regional do Trabalho – 15ª. Região, na audiência do dia 28 de novembro.

Diante dessa realidade e da vontade coletiva expressa nas assembleias democráticas,  exigimos a retomada imediata das negociações diretamente com a Embraer para construir uma proposta que atenda às expectativas dos trabalhadores.

Só a luta muda a vida! Não à Reforma Trabalhista! A luta faz a lei!

Sindicato dos Metalúrgicos de São Jose dos Campos e região

Sindicato dos Metalúrgicos de Botucatu e região

Sindicato dos Metalúrgicos de Araraquara e região

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