Em assembleia trabalhadores reivindicam aumento real e cláusulas sociais

A segunda semana de assembleias da Campanha Salarial nas fábricas da região contou com ampla votação na Embraer, entre trabalhadores da produção e turno administrativo, nesta quinta-feira (31). Assim como ocorreu em todas as outras fábricas, os metalúrgicos aprovaram a pauta de reivindicações da categoria.

As negociações com a Embraer ainda não começaram, mas os metalúrgicos estão decididos a lutar por aumento real e garantia de direitos. O último ano em que a empresa aplicou aumento acima da inflação aos salários foi em 2013.

Este ano, a categoria reivindica 9,2% de reajuste salarial, cesta básica, piso salarial do Dieese (R$ 3.810, em julho), estabilidade no emprego, proibição da terceirização na produção, entre outros.

A Embraer não tem motivos para se recusar a atender às reivindicações dos trabalhadores. Os lucros vêm de um período de crescimento, enquanto os salários permanecem congelados. Segundo cálculos do Ilaese (Instituto Latino-americano de Estudos Socioeconômicos), em 2016 cada trabalhador gerou R$ 380 mil para a Embraer. Portanto, já passou da hora da empresa, pelo menos, recompor o poder de compra dos salários.

Além da luta por aumento real, os metalúrgicos também terão de se mobilizar para impedir que os patrões apliquem a reforma trabalhista na região. Esse grave ataque do governo Temer e Congresso Nacional tem de ser barrado em todos os setores.

A defesa dos direitos e aumento real de salário já foi aprovada em diversas fábricas da região, como Gerdau, Armco, Blue Tech, Panasonic, Eaton, Prolind, Hitachi, TI Automotive, Ericsson, Domex, Pirâmide, Parker Filtros, Parker Hannifin, Dovale, Chery, Winnstal, Heatcraft, Sygma, Graúna, Friuli, Fameccanica, Sobraer, Sopeçaero, Pesola, RFCom, Sectron e General Motors.

“Esta Campanha Salarial vai exigir grande mobilização dos metalúrgicos. O governo Temer e esse Congresso Nacional de corruptos já jogaram a crise nas costas dos trabalhadores, com a aprovação da reforma trabalhista e a lei da terceirização. Agora teremos de resistir para que esses abusos não sejam colocados em prática”, disse o vice-presidente do Sindicato, Herbert Claros.

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Fonte: SINDMETALSJC 

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