Mobilizações do Dia Nacional de luta contra as reformas

O Dia Nacional de Paralisação dos Metalúrgicos, nesta quinta-feira (29), começou com greve de 24 horas na General Motors, em São José dos Campos, e na Parker Hannifin, em Jacareí. Houve também paralisação na Embraer. As manifestações são contra as reformas da Previdência e trabalhista programadas pelo governo de Michel Temer (PMDB).

A greve na GM se soma às mobilizações que estão acontecendo em diversas montadoras em todo o país, seguindo a tradição de luta dos trabalhadores do setor. Em São José dos Campos, cerca de 300 veículos deixarão de ser produzidos. O primeiro turno da GM possui cerca de 3.500 trabalhadores.

Na matriz da Embraer, a manifestação seguiu pelas avenidas dos Astronautas e Faria Lima, desde o Viaduto dos Bandeirantes.

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Os trabalhadores só entraram na fábrica às 7h30. A entrada do primeiro turno da produção aconteceria às 6h. Já o turno administrativo entraria às 7h. Entre produção e administrativo do turno da manhã são cerca de 8 mil trabalhadores.

Os trabalhadores da Embraer em Eugênio de Melo em assembleia também atrasaram a produção em duas horas.

“Os trabalhadores estão com seus direitos em risco. As reformas previstas são um ataque direto a direitos históricos da classe trabalhadora, como adicional noturno, férias, licença-maternidade, 13º salário. O governo quer colocar nossos direitos nas mãos dos patrões. Para barrar essa afronta, temos de seguir na luta rumo à greve geral”, disse o diretor do Sindicato André Luis Gonçalves, o Alemão.

Os trabalhadores da Parker Hannifin, maior indústria metalúrgica de Jacareí, do setor de autopeças, também entraram em greve de 24 horas.

Além dos metalúrgicos, outras categorias também aderiram ao Dia Nacional de Paralisação na região. Houve paralisações na Revap (Petrobras) e na indústria química Monsanto.

O Dia Nacional de Paralisação dos Metalúrgicos está sendo organizado em conjunto pelas centrais sindicais CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, Intersindical e CTB. É uma preparação para uma grande greve geral contra os ataques do governo Temer.

Além da luta contra as reformas trabalhista e da Previdência, os metalúrgicos estão na defesa do emprego, por saúde, educação, moradia e transporte dignos para todos, contra o desmonte da Justiça do Trabalho e pela redução da taxa de juros.

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