Metalúrgicos reivindicam 16,19% de reajuste e ampliação de direitos

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O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, filiado à CSP-Conlutas, entregou, nesta quinta-feira (28), a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2016 a todos os grupos patronais, em São Paulo. Este ano, a categoria vai à luta por um reajuste de 16,19% e ampliação de direitos.

A pauta de reivindicações foi aprovada em Assembleia Geral da categoria, dia 23. O reajuste foi calculado com base na inflação pelo INPC, estimada em 9,31% (período de setembro de 2015 a agosto de 2016) e 6,29% de aumento real, baseado na alta do custo de vida calculado pelo Dieese.

Além de aumento real de salário, também estão na pauta de reivindicações o piso salarial do Dieese (R$ 3.940 em junho), estabilidade no emprego, redução da jornada de trabalho para 36 horas sem redução de salário, delegados sindicais e ampliação dos direitos das mulheres.

Os grupos patronais são divididos entre montadoras, autopeças, aeronáutico, eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, estamparia, fundição e trefilação.

“A crise econômica bateu em cheio no orçamento familiar dos trabalhadores. A alta do custo de vida levou à acentuada perda do poder de compra dos salários. Agora, a categoria terá de se organizar e se manter unida para enfrentar os patrões e conseguir aumento real de salário. Não vamos permitir que os empresários empurrem a conta da crise para os trabalhadores. Este vai ser um ano de muita luta”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Luta unificada

Desde 1997, a Campanha Salarial é unificada entre os sindicatos de São José dos Campos, Campinas, Limeira e Baixada Santista, num total de 168 mil metalúrgicos.

Somente em São José, são cerca de 38 mil trabalhadores na base e 1.430 fábricas, entre elas Embraer, General Motors, Chery, Avibras, Hitachi, Ericsson e Gerdau. O Sindicato de São José dos Campos também abrange as cidades de Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Igaratá.

Os metalúrgicos têm data-base em 1º de setembro, assim como petroleiros, bancários, químicos e trabalhadores dos Correios.

“Nós, metalúrgicos, defendemos a unificação das lutas para derrotar o arrocho salarial, os ataques patronais e as reformas trabalhistas e previdenciária do governo Temer. Unidos, teremos força para derrubar esse governo que protege os interesses dos empresários e banqueiros”, ressalta Macapá.

As reformas do governo Temer também serão alvo do Dia Nacional de Mobilização, já marcado para 16 de agosto. Paticiparão diversas categorias e centrais sindicais, como CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB e CGTB.

“A melhor forma de derrubar as reformas trabalhista e da Previdência é colocar pra fora o governo Temer e todos que estão contra a classe trabalhadora. Por isso, temos de exigir eleições gerais e construir uma alternativa dos trabalhadores e contra a oposição de direita e o PT”, conclui.

Fonte: sindmetalsjc.org.br

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