Trabalhadores da Embraer de Eugênio de Melo votam por estabilidade no emprego

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Na luta contra a transferência de parte da produção da Embraer para outros países, os trabalhadores da planta de Eugênio de Melo realizaram uma assembleia na manhã desta quarta-feira (29). Eles votaram pela estabilidade no emprego e reivindicam o fim das demissões que vem ocorrendo em São José dos Campos.

Desde 2012, o Sindicato denuncia que o processo de desnacionalização da Embraer acarretaria em perdas de postos de trabalho em nossa região. Basicamente, a estratégia da empresa aeronáutica é demitir aos poucos nas plantas de São José, enquanto gera empregos nas fábricas localizadas em Portugal, Estados Unidos e México.

As demissões ocorrem em um número pequeno, porém de forma pontual e consistente, afetando diretamente os funcionários com maior tempo de casa e que, portanto, possuem maiores salários.

Convém lembrar que a Embraer recebe, anualmente, inúmeros benefícios do governo federal. São incentivos provenientes do BNDES e isenção de impostos. Isso torna a atual situação ainda mais grave, uma vez que o dinheiro público recebido pela empresa está sendo utilizado para gerar empregos fora do país.

“A Embraer tem total condições de garantir a estabilidade no emprego para os trabalhadores. A transferência da produção para outros países deixa de gerar vagas em nossa região. Em um momento de crise, isso é um absurdo”, afirma o diretor do Sindicato Éder de Andrade.

Em diversas ocasiões, o Sindicato cobrou um posicionamento dos poderes federais, estaduais e municipais frente ao processo de desnacionalização e continuará com a postura de exigir a intervenção do poder público.

Demissão de lesionados

A pedido do Sindicato, o Ministério do Trabalho, em São José, convocou a direção da Embraer para uma mesa redonda que irá ocorrer no dia 7 de julho. Na reunião, o Sindicato cobrará da empresa explicações sobre a demissão de lesionados, o que é considerado um grave ataque aos direitos estabelecidos nas convenções coletivas da categoria.

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Fora Temer! Fora todos eles!

Durante as assembleias nos 3 turnos, também foi discutido o atual cenário de crise política e econômica que atinge o Brasil, bem como os recentes ataques apresentados pelo presidente interino, Michel Temer (PMDB). Assim como já havia feito a presidente afastada Dilma Rousseff (PT), o governo Temer planeja enfrentar a crise retirando direitos do trabalhador.

É hora de os trabalhadores botarem o bloco na rua e intensificarem as mobilizações pela saída de Michel Temer, mas sem a volta de Dilma. Para barrar os cortes de direitos já anunciados, com a reforma trabalhista e da Previdência, é preciso uma greve geral no país, exigindo a saída de todos os corruptos.

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