Trabalhadores da Embraer rejeitam acordo de PLR

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Os trabalhadores do primeiro, segundo turno e administrativo da Embraer, unidade Faria Lima, rejeitaram em assembleias nesta quarta-feira (3) a renovação do acordo de PLR para os anos de 2016 e 2017 proposto pela empresa.

Em reunião com a Comissão de PLR no dia 21 de janeiro, a Embraer propôs a renovação do acordo do ano passado por mais dois anos. Apesar da manifestação contrária de trabalhadores e representantes sindicais presentes – dentre eles o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e o Sindicato dos Engenheiros – a proposta acabou sendo aprovada.

Nas assembleias de hoje, os trabalhadores também reafirmaram a reivindicação de que a empresa negocie a PLR diretamente com o Sindicato dos Metalúrgicos.

Os trabalhadores não reconhecem a Comissão de PLR da Embraer por ser composta majoritariamente por membros que representam os interesses da empresa e por trabalhadores que não têm direito a estabilidade e que, portanto, não têm liberdade para opinar pois temem represálias.

Cálculo injusto

Também é contestado pelos trabalhadores o cálculo da PLR com base no lucro líquido da empresa (50% dividido igualmente entre os funcionários, o restante de acordo com os salários). O lucro líquido é o que sobra do lucro após o pagamento de impostos e tributos, investimento em infraestrutura e maquinário, etc.

Os metalúrgicos exigem que a PLR seja calculada com base no lucro operacional da empresa e dividida igualmente entre todos.

“Ao impor forma de cálculo da PLR e a renovação do acordo, a empresa está tirando do trabalhador seu direito de decidir. O Sindicato vai mobilizar os metalúrgicos contra mais este ataque da Embraer”, afirma diretor do Sindicato André Luiz Gonçalves, o Alemão.

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