Metalúrgicos de Botucatu se somam à campanha contra a desnacionalização da Embraer


Convidados pela direção do Sindicato dos Metalúrgicos de Botucatu e região, eu e o companheiro André (Alemão), estivemos na cidade para debater o processo de desnacionalização da Embraer.

O sindicato de Botucatu se somou  à campanha contra a desnacionalização e firmou um compromisso de procurar a Prefeitura e a Câmara de Vereadores para denunciar o processo de desnacionalização da Embraer, que ameaça os empregos na região e no país.

Como parte da visita e início da campanha na região visitamos logo pela manhã a Rádio Clube FM, a redação do jornal Diário da Serra e concedemos uma entrevista à Rede Record.


Neste ano a empresa anunciou a transferência da produção dos jatos executivos Phenom e Legacy para os EUA. Isso deixou clara a intenção de desnacionalizar a produção com um único objetivo: atender os interesses dos acionistas. Essa transferência da aviação executiva para os EUA coloca em risco mais de 2.000 empregos diretos aqui no Brasil.

Como Botucatu faz peças para aviões executivos, a transferência da produção para o exterior (com fábricas nos países alvos de venda) pode significar desligamentos na fábrica. No Brasil, a empresa tem 17 mil trabalhadores. As contratações de 2014 foram 1.280, sendo 788 no Brasil e 492 no exterior. Foram contratados apenas 55 trabalhadores em Botucatu, contra 93 em Portugal e 300 nos Estados Unidos.

Na parte da tarde estivemos na portaria da fábrica para conversar sobre a campanha e reafirmar a necessidade de unificar os trabalhadores das plantas da Embraer, em todo o Brasil, na luta contra a desnacionalização. Os trabalhadores de Botucatu estão preocupados com seus empregos e vão se unir à esta luta.

O que está em jogo é a história da aviação brasileira, que levou quase cinco décadas para ser construída, e que está servindo para abastecer de forma irresponsável o capital estrangeiro.

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