Luta contra a desnacionalização da Embraer chega a Brasília 

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Hoje foi um dia importante na luta contra o processo de desnacionalização da produção da Embraer. Visitamos deputados e senadores para denunciar o caminho que, infelizmente, a direção da empresa tem tomado nos últimos anos: a transferência de parte da produção de aeronaves para outros países.

A Embraer escolheu, para os novos projetos de aviação comercial e defesa, priorizar o fornecimento de componentes de aviões a partir de empresas estrangeiras. Empresas parceiras da Embraer, que já estão instaladas no Brasil, foram excluídas dos novos projetos. Ou seja, o emprego dos trabalhadores destas empresas pode estar ameaçado.

Internamente o problema também é grave. A empresa fechou postos de trabalho nas plantas do Brasil ao transferir determinadas áreas como Fabricação de Componentes Metálicos e Material Composto para Portugal.

Outro fato preocupante foi o anúncio, feito pela Embraer no primeiro semestre deste ano, da transferência de produção dos jatos executivos Phenom e Legacy para os Estados Unidos. Essas transferências podem gerar mais de 3.000 demissões.

Os paEmbraer 2rlamentares com quem conversamos manifestaram preocupação. Apesar de receber ajuda do governo, com isenções fiscais e financiamentos para a venda das aeronaves, através do BNDES, a Embraer segue abrindo postos de trabalho no exterior.

Um dos deputados, membro da Comissão Nacional de Defesa e Soberania da Câmaras dos Deputados, afirmou ser inadmissível que a Embraer receba dinheiro público para fabricar o avião cargueiro KC390 enquanto demite trabalhadores brasileiros.

Embraer 3Após a visita aos parlamentares, protocolamos uma carta-denúncia sobre o tema no Ministério da Defesa (diretamente com o chefe de gabinete do ministro), além dos ministérios do Trabalho e Emprego e de Ciência e Tecnologia.

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