Fiesp/Embraer oferece proposta de 7,4% de reajuste salarial

Proposta foi rejeitada na mesa de negociação

Negociação na Fiesp
Negociação na Fiesp

Hoje tivemos a terceira reunião de negociação da campanha salarial na Fiesp. Foi discutido os itens de direitos que queremos acrescentar na convenção coletiva.

Além disso a Fiesp/Embraer apresentou a proposta de reajuste salarial que segue abaixo:

  • 7,4% limitado ao teto de R$ 11.568,38.
  • Para quem recebe salário acima deste valor ela estabelece um pagamento fixo de R$ 856,06.

A Fiesp/Embraer condicionou o pagamento deste valor somente se for aceito as propostas de mudanças que ela quer atacar e reduzir direitos nas cláusulas sociais. A Embraer chegou a propor a criação do banco de horas e redução de salário com redução de jornada

Conforme a decisão da assembleia geral do sindicato que ocorreu na última segunda-feira que rejeitou os valores de 8% oferecidos pelo setor de Autopeças, essas propostas da Fiesp/Embraer também foram rejeitadas na mesa de negociação.

As empresas terão na próxima semana uma assembleia patronal e após isso eles irão agendar uma nova reunião de negociação com o sindicato. As negociações continuam e de qualquer maneira o sindicato já protocolou o aviso de greve na Fiesp.

É uma afronta aos trabalhadores apresentar uma proposta como esta. A Embraer vive um grande momento econômico, impulsionada por recorde de pedidos e pelo aumento do dólar. Vamos lutar por aumento real de salário e ampliação de direitos nas cláusulas sociais.

Negociações nos outros setores

O setor de fundição não ficou atrás do setor aero no quesito mesquinharia. O grupo propôs reajuste de 6% em setembro ou 5% em setembro + 2% em fevereiro. O fato é que nenhuma das duas propostas atende às necessidades dos trabalhadores.

A proposta é semelhante à apresentada semana passada pelo grupo eletroeletrônico e máquinas, de 5% em setembro e 2% em março, também rejeitada pelo Sindicato.

Na reunião com o Sicetel (setor de trefilação, refrigeração, laminação) e Estamparia, não houve proposta.

Os patrões do setor de autopeças, formado por grandes multinacionais, quer pagar apenas 8% para quem recebe R$ 3 mil e 7% para salários entre R$ 3 mil e R$ 7.600. Acima disso haveria um fixo de R$ 566.

A Assecre, que representa os empresários das Chácaras Reunidas, marcou a primeira reunião para o dia 1º de Outubro.

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